Quinta Edição
XXXNesta quinta edição da revista Exagium,como de costume, trazemos seis artigos inéditos, acompanhados ainda de uma tradução e uma resenha.
XXX Patrick Pessoa apresenta os comentários iniciais e as suas primeiras hipóteses de sua pesquisa sobre a controvérsia entre Adorno e Benjamin acerca do teatro de Brecht, no artigo intitulado “Notas sobre o efeito de aproximação em Bertolt Brecht”. Márcio Costa traz-nos o conceito de máquina de guerra oriundo do pensamento de Deleuze e Guattari, como registro da manifestação da diferença em detrimento de uma tradição filosófica na qual prevalece a força da representação. Venúncia Coelho aborda em seu artigo a crítica que Platão imprime, no diálogo Menon, em relação à forma que a tradição sofística, sugerindo a possibilidade de enxergar neste diálogo uma complementaridade entre os argumentos hipotéticos e o elenco de situações fictícias na construção temática da obra platônica.
Imaculada Kangussu presenteia-nos com o artigo “Sobre a arte e o gosto, bem depois de Kant e Hume” que discorre sobre a mudança epistêmica de pensamento entre o juízo de gosto e o juízo estético, reverberando influências do filósofo belga Thierry de Duve.
Guilherme Foscolo interpreta o aforisma de Schlegel constante no parágrafo 64 da revista Lyceum, e argumenta que o mesmo refere-se a uma crítica ao Laocoonte de Lessing: propõe uma interpretação para o texto filosófico que seja semelhante à recepção de uma obra musical e discute os limites entre música e filosofia.
Celso Martins Azar Filho nos apresenta sua pesquisa sobre o lugar da figura de Sócrates e do socratismo na obra nietzscheana, e esclarece os aspectos fundamentais destes conceitos tão importantes para a compreensão do pensamento do filósofo alemão.
XXXNa seção de traduções, Pedro Kalil nos traz o texto “Três Diálogos” em que Samuel Beckett e Georges Duthuit discorrem sobre três pintores modernos: Tal Coat, Masson e Bram Van Velde. O texto é de importância fundamental para a compreensão da obra do escritor irlandês e, consequentemente, para a teoria estética moderna.
Na seção de resenhas, Marlon Trindade discorre sobre o último livro de Rodrigo Duarte “Dizer o que não se deixa dizer”, publicado pela editora Argos.